"E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão."
Mario Quintana

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NOVO TEMPO





E quanto mais o tempo passa, mais aumenta a certeza de que nada muda.
Não é possível fugir do próprio destino e não é bom ficar pensando no futuro.
Estou tentando me conectar com o mundo, ou me desligar dele, aprendendo  
a  escolher e a fazer escolhas certas.
Eu enfraqueço, mas depois me levanto, sempre foi assim.
É tempo  de mudanças, de novos caminhos, novos rumos.
Eu sei que sairei  por ai, feito um cachorro sem dono, buscando descobri-me,
procurando me encontrar.
Eu preciso ver beleza onde não há, preciso ver felicidade onde exista a dor,
Preciso ver amor onde exista o ódio, preciso ver paz onde exista o desassossego,
Preciso ver companhia onde exista a solidão, preciso ver a vida onde exista a morte.
Eu não posso continuar vivendo pelas minhas limitações, pelos meus medos
 e pela minha insegurança.
Preciso de um novo tempo, preciso de uma nova vida, preciso de novas pessoas, preciso de existir e fazer sentido.
Preciso me redescobrir, só que as vezes preciso tanto, que acabo não chegando a lugar algum.
Tudo pra mim é pouco, nada pra mim é muito.
Que o medo me permita sonhar e que minha mente me permita voar, que o céu me permita ser uma estrela , que a musica me permita dançar e que a vida me permita viver .

Por : CLARA KAHENA